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sábado, 6 de julho de 2013

Fichamento 2 Gestão de tecnologias na escola

Fichamento 2 texto 6 Gestão de tecnologias na escola (PP 1- 12)

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Gestão de tecnologias na escola. Gestão Escolar e Tecnologias – Formação de gestores escolares para o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação. Disponível em


Resumo:
O texto Gestão de tecnologias na escola aborda sobre o percurso das TIC nas escolas desde sua introdução até sua consolidação nos dias de hoje. Revela também a contribuição das TIC tanto nos aspectos da formação do gestor e do professor, como na incorporação das Tecnologias da Informação e Comunicação como suporte para todo o funcionamento da gestão administrativa e da pedagógica dentro âmbito escolar.
Palavras-chave:
Educação – escola – gestão – tecnologia
No início do texto, a autora apresenta como as Tecnologias foram introduzidas na escola. Ela informa que essas tecnologias foram “introduzidas na educação para informatizar as atividades administrativas, visando agilizar o controle e a gestão técnica, principalmente no que se refere à oferta e à demanda de vagas e à vida escolar do aluno.” (p.1). Na sequência, aponta o caminho seguido pelas tecnologias nas salas de aula e nos laboratórios de informática, ainda que  no início fosse de forma tímida.
No segundo parágrafo, revelam-se as contribuições das TIC nas escolas pelo fato de trazerem mudanças significativas no cenário escolar:
“...TIC na escola, principalmente com o acesso à Internet (2) contribui para expandir o acesso à informação atualizada e principalmente, para promover a criação de comunidades colaborativas que privilegiam a comunicação; permitem estabelecer novas relações com o saber que ultrapassam os limites dos materiais instrucionais tradicionais e rompem com os muros da escola, articulando-os com outros espaços produtores do conhecimento... [...] Criam-se possibilidades de redimensionar o espaço escolar, tornando-o aberto e flexível, propiciando a gestão participativa, o ensino e a aprendizagem em um processo colaborativo...” (p.1)
Porém a autora acentua que não são somente as TIC que funcionarão como catalisadores dessa mudança e justifica afirmando que “Há que se empregar nas ações de hoje todos os recursos disponíveis, inclusive as TIC, tendo em vista a criação de comunidades colaborativas, que propiciem a criação de suas próprias redes de conhecimentos, cuja trama ajuda a construir uma sociedade solidária e mais humanitária.”(p.2)
Através das TIC serão criadas comunidades e culturas colaborativas que serão viabilizadas através da formação continuada e em serviço do educador. Essa formação se faz através da realidade escolar com o domínio dos recursos tecnológicos e da prática pedagógica com as TIC. Com isso, o educador estará mais preparado para analisar e identificar as situações relacionadas a sua atuação tanto dentro da escola como fora dela. Dessa forma as TIC trarão contribuições para transformar o trabalho profissional de todos envolvidos na educação.
“...as TIC podem ser incorporadas na escola como suporte para: a comunicação entre os educadores da escola, pais, especialistas, membros da comunidade e de outras organizações; a criação de um fluxo de informações e troca de experiências, que dê subsídios para a tomada de decisões; a realização de atividades colaborativas, cujas produções permitam enfrentar os problemas da realidade; o desenvolvimento de projetos inovadores relacionados com a gestão administrativa e pedagógica; a representação do conhecimento em construção pelos alunos e respectiva aprendizagem.” (p.3)
Para exemplificar esse processo de formação, Almeida apresenta o ProInfo (Programa  Nacional de Informática na Educação) da Secretaria de Educação a Distância – SEED do Ministério da Educação como um dos agentes formadores para preparar os professores para a inserção das TIC na prática pedagógica. Segundo a autora, essas e outras atividades de formação de educadores para o uso das TIC constituem um grande avanço, apesar de ainda haver certas dificuldades:
“Mesmo assim, outras dificuldades se fazem presentes, as quais se relacionam tanto com a ausência de condições físicas, materiais e técnicas adequadas, quanto com a postura dos dirigentes escolares, pouco familiarizados com a questão tecnológica.” (p.4)
O papel do diretor envolvido como sujeito do trabalho com as TIC é de suma importância para a mobilização de todo o pessoal escolar o que não limita o uso das tecnologias apenas no âmbito pedagógico em sala de aula e se estende a todo espaço escolar.
“Daí a importância da formação de todos os profissionais que atuam na escola, fortalecendo o papel da direção na gestão das TIC e na busca de condições para o seu uso no processo de ensino e aprendizagem.” (p.4)
Essa evolução acentuou a importância de se incorporar as TIC à prática pedagógica, mas também trouxe a consciência de que o papel das TIC vai além do trabalho pedagógico, pois envolve toda a escola.
“A incorporação das TIC na escola e na prática pedagógica não mais se limita à formação dos professores, mas se volta também para a preparação de dirigentes escolares e seus colaboradores, propiciando-lhes o domínio das TIC para que possam auxiliar na gestão escolar e,  simultaneamente, provocar a tomada de consciência sobre as contribuições dessa tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem.” (p.5)
A partir daí, a articulista cita exemplos de ambientes virtuais – redes colaborativas – na formação continuada a distância, atuando sobre os educadores em formação. Essas redes, segundo Almeida, “...permitem aos participantes trocar informações e respectivas experiências, estimular a discussão de problemáticas e temas de interesses comuns, incentivar o desenvolvimento de atividades colaborativas para compreender seus  problemas e encontrar alternativas para enfrentá-los.” (p.6).
Interessante notar que esse é o mesmo processo com o qual estamos lidando neste nosso curso de gestão educacional a distância oferecido pela UNB em parceria com a EAPE agora em 2013 e o resultado realmente nos parece bastante positivo no que diz respeito ao conhecimento dessas TIC e sua funcionalidade no trabalho escolar.

Ao final do texto, a articulista apresenta o projeto para propiciar a formação de gestores de escolas públicas para a incorporação das TIC na escola do ProInfo em parceria com universidades e secretarias estaduais de educação. Esse projeto tem seu formato bastante parecido com o processo de aprendizagem na formação de gestores desse nosso curso da UNB/EAPE do qual somos participantes. A identificação foi inevitável, pois o enfoque na importância das TIC na formação de gestores para que ele possa envolver toda a escola nesse processo viável de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação se assemelha em tudo  ao que estamos vivenciando nesse curso e o uso dessas TIC tendem a promover a educação e transformar todo o trabalho escolar, envolvendo a todos que dela participam.